segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Batismo com o Espírito Santo e com fogo

Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Lucas 3.16

Este é um texto muito conhecido e pregado, em especial no meio pentecostal, por esta razão, é um dos textos mais discutidos tanto por pentecostais quanto por cessacionistas.

Os pentecostais, em geral, defendem que o batismo com o Espírito Santo e com fogo é o mesmo batismo, enquanto que os cessacionistas defendem que se refere a dois batismos, sendo um com o Espírito Santo e outro com fogo; nesta visão, o batismo com o Espírito Santo é o que ocorreu no dia de pentecostes, e o batismo com fogo, é o fogo do juizo divino sobre os ímpios.

Vejamos portanto cada um dos textos nos evangelhos no mesmo episódio para fazermos uma breve análise:

E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. Mateus 3:10-12

E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas.
Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. 
Marcos 1:7,8

Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga. Lucas 3:16,17

E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. João 1:33

Os textos pedem uma análise profunda, pois dois deles falam sobre o fogo, e outros dois, não, alem do mais, os que falam sobre o fogo, falam também sobre o juízo, o que leva ao entendimento de que o fogo é justamente o juízo.

Entretanto não podemos definir algo sem que antes tenhamos analisado todas as possibilidades.

O entendimento de que os textos que falam de fogo, falam de juízo, são um entendimento que encontra respaldo, especialmente pela ausência tanto do fogo quanto do juízo nos outros textos, mas que também encontra dificuldades:

Dificuldade gramatical:

O texto diz assim: "ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo"

O que no português é traduzido como "e" é no português um conjunção, assim como no grego, língua de escrita do Novo Testamento; a conjunção alí é: Kai (gr. και) que pode ser traduzida como: "e" "também"; "ainda"; ou até mesmo "a saber"; por ser um a conjunção, não permite separar o "Espírito Santo" do "fogo"; mas os trata como coisas inseparáveis.

Para separar o Espírito Santo do fogo, seria necessário uma partícula disjuntiva, ou seja, uma disjunção, o oposto de uma conjunção, que seria "ou" (gr. ή).

Traduzir uma conjunção como uma disjunção, é uma agressão horrenda ao texto; sabemos que existem as variantes textuais, mas uma palavra ou partícula não pode ter simultaneamente sentidos oposto, no máximo mais ou menos elevados, mas nunca opostos; sendo assim, a tradução "com o Espírito Santo OU com fogo" é uma aberração linguística.

Dificuldade contextual:

Analisando exclusivamente os textos que falam tanto de juízo como de fogo, precisamos entender o que cada coisa representaria sob esta visão:

O batismo no Espírito Santo é o que o texto bíblico diz que ele é; um revestimento de poder (Lc. 24.49).

O batismo de fogo seria o derramar do juízo de Deus.

O trigo separado e posto num celeiro, é a salvação.

A palha separada e lançada no fogo é a condenação.

Se os textos tratassem do fogo como juízo, eles teriam que ser um paralelismo antitético, ou seja, batismo no Espírito deveria ser o equivalente a salvação da frase seguinte, a saber, o recolher o trigo no celeiro; enquanto que o fogo deveria ser o equivalente ao queimar da palha.

O problema se dá, exatamente porque o batismo no Espírito Santo não é equivalente a salvação, conclui-se portanto que o fogo também não é juízo.

Dificuldade escriturística:

Nunca na bíblia, a palavra batismo é usada pra se referir a julgamento, mas sempre preparação, com objetivo de purificar e colocar em uma nova etapa de vida.

Dificuldade quanto ao público alvo:

Segundo este pensamento, o público alvo de Jesus ali eram os líderes religiosos de Israel, que vinham pra ser batizados por ele, mas João disse: "...ele VOS batizará..." será que os líderes seriam batizados com o Espírito Santo?

O Texto de Lucas porém, mostra que não eram exclusivamente os líderes religiosos, pois afirma que "...o povo estava em grande expectação se ele seria o Cristo" João disse a TODOS... "eu vos batizo com água..."

Isso mostra que ali se referia a uma promessa, mas como disse em João 7:38, só receberia o Espírito Santo quem cresse em Jesus, pois tal promessa diz respeito a todos, basta somente que se arrependam e salvem-se da perversa geração (At. 2:38-41)

UM ÚNICO BATISMO

Por outro lado, a visão de que o batismo no Espírito e fogo são um só, sofre também com a ausência tanto do fogo quanto do juízo nos outros textos, mas que pode ser explicado da seguinte maneira:

Os livros de Mateus e Lucas são livros que pretendem ser mais completos, pois Mateus é escrito para os judeus, e Lucas para um grego, Teófilo; enquanto que Marcos e João são menos explicativos, pois Marcos foi escrito para os romanos, que em sua maioria não eram dados a leitura, e João tinha como objetivo mostrar que Jesus era o Cristo, e não enumera de forma sistemática suas ações.

Porque motivo então, João inseriria esta fala no meio de um contexto de juízo?

Resposta: Porque o assunto central alí era ele, segundo o livro de João, estavam questionando se ele era o Cristo, ele então mostra que o Cristo é mais poderoso do que ele, e que enquanto ele batiza com água, Jesus batizaria com o Espírito Santo. 

Concluímos pois que O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO E COM FOGO É EXATAMENTE A MESMA COISA, pois as línguas que foram repartidas e pousaram sobre os díscipulos tinham um formato de fogo, mostrando que o Espírito Santo, mesmo tendo descido sobre Jesus em formato de pomba, desceu sobre os discípulos em formato de fogo, pois o fogo é para a purificação, e Jesus tendo vivido sempre sem pecado, não precisaria de tal fogo purificador.

sábado, 9 de março de 2019

Devo ser dizimista?

         Este questionamento tem crescido vertical e horizontalmente com o avanço dos estudos teológicos, a melhoria na compreensão das Escrituras e a agilidade na informação.
         
         Geralmente se pergunta isto por causa do texto de Malaquias que diz que os que não dão os dízimos estão "roubando a Deus". (Ml. 3:8-11) 

         Com um texto como este, lido de forma irresponsável, todo e qualquer cristão, que tem o desejo de agradar a Deus e de fugir do pecado, se tornará dizimista, quase sempre pelo medo de desagradar a Deus; a questão é: SERIA ESTE MEDO UM SENTIMENTO CRISTÃO?

         "no amor não existe receio; antes o perfeito amor lança fora todo medo.
          Ora, o medo pressupões punição, e aquele que o tem não está aperfeiçoado em amor." (1Jo. 4:18)

         Não que este texto tenha ligação sermônica ou contextual, mas o utilizo para ilustrar que um crente que sente pavor ao pensar na possibilidade de ser lançado no inferno por causa do não pagamento de um dízimo, fatalmente não está aperfeiçoado no amor de Deus, pois "Deus é Amor" (1 Jo. 4:8)
          
         A primeira coisa que devemos analisar é o contexto sócio-religioso de Israel, em especial na época de Malaquias; os trabalhadores do templo, sacerdotes e levitas, estavam passando privação por causa da escusa do povo judeu em dar-lhes os dízimos a que tinham direito, consequentemente o serviço sagrado era prejudicado. então o profeta usado por Deus os repreende e fá-los entender que ao roubarem o que era direito dos sacerdotes e levitas segundo a Lei, estavam roubando ao próprio Deus, à semelhança disto, quando Saulo perseguia a igreja de Cristo, perseguia o próprio Cristo.

        A origem dos dízimos remonta a um tempo em muito distante ao do próprio Moisés e ainda mais ao dos judeus de 430aC.; esta forma de contribuição é registrada na bíblia pela primeira vez quando Abraão, o patriarca da fé, deu a Melquisedeque, rei de Salém e Sacerdote do Deus Altíssimo, os dízimos dos despojos de guerra; a questão aqui, não é o fato de Abraão tê-lo feito, pois ao que parece, era um ato comum, mas a motivação que Abraão tivera para o fazer; é muito importante entender que ao dar os dízimos a Melquisedeque, Abraão reconhecia ali sua autoridade sacerdotal pela palavra de benção que o mesmo enunciou:

 "Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, possuidor do céu e da terra, e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos" (Gn. 14:19,20); 

        Após ser abençoado, Abraão deu a Melquisedeque os dízimos dos despojos (Gn 14:20 cf. Hb. 7:4)

       Consideremos que não estamos no mesmo contexto sócio-religioso, e nem mesmo debaixo da mesma Lei que regia o povo judeu, mas sob uma nova dispensação, em uma nova Aliança, aliança esta que em nenhum texto neo-testamentário se ensina indubitavelmente como ordenança a doação de dízimos, mas enfatiza o amor cristão e a fidelidade ao Deus Altíssimo.

       Consideremos ainda que Abraão também não estava sob a Lei, visto que a Lei só veio 430 anos depois de Abraão (Gl. 3:17); além de não haver um sistema sacerdotal entre os hebreus; ainda assim Abraão reconheceu a autoridade sacerdotal de Melquisedeque.

       Prefiro não fundamentar doutrinas e costumes em tipos, por isso, mesmo sabendo que a personagem Melquisedeque é o mais emblemático tipo de Cristo, e que este seria um excelente argumento para colocar como que Abraão reconhecendo a autoridade de Melquisedeque como figura daquele que havia de vir, prefiro me ater a fatos mais concretos.

      Melquisedeque é chamado de "Kohen de El' Elyon" "Sacerdote do Deus Altíssimo", isto lhe conferia autoridade espiritual sobre qualquer um que reconhecesse o Deus de Abraão como o "Deus Altíssimo", por esta razão Abraão lhe deu o dizimo dos despojos.

      Portanto, não devemos dar dízimos sob a perspectiva mosaica, pois esta é baseada em obrigatoriedade sócio-religiosa; mas reconhecendo a autoridade do Sacerdote Eterno, o Senhor Jesus Cristo, e a importância da expansão do Reino do Deus Altíssimo, possamos contribuir voluntária e alegremente.

       Ser dizimista não deve ser visto como um peso, mas como um privilégio de poder contribuir para o avanço do Reino de Deus; não busco base bíblica para a obrigatoriedade dos dízimos à igreja, pois elas são facilmente refutáveis, mesmo porque não considero que a igreja tenha tal obrigação, apenas aceito como válido desde que o cristão não seja compelido pelo medo de ser taxado pelo próprio Deus de ladrão, mas pelo desejo de agradar aquele que nos chamou, contribuindo regularmente para o avanço de sua obra.      


         "no amor não existe receio; antes o perfeito amor lança fora todo medo. Ora, o medo pressupões punição, e aquele que o tem não está aperfeiçoado em amor." (1Jo. 4:18)

sábado, 20 de outubro de 2018

AS LÍNGUAS DE ATOS 2

             Há uma confusão inimaginável entre os cristãos, quer sejam pentecostais, carismáticos continuistas ou cessacionistas; há uma avalanche de informações sobre o que aconteceu em Atos capitulo 2.
         
            Adianto que sou pentecostal, acredito na atualidade do dom de línguas, assim como na atualidade de todos os dons conhecidos como "Dons Espirituais", apenas tenho uma visão diferente (não menos bíblica) em relação aos eventos ali ocorridos.

           Portanto vamos ao texto de Atos capítulo 2 para investigarmos de forma mais minuciosa.


1-E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
2-E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3- E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4-E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5-E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
6-E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7-E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
8-Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
9-Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia,
10-E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
11-Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
12-E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
13-E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
14-Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
15-Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.

Atos 2:1-15

          Alguns Argumentam, que a língua que eles falavam era a própria língua deles, a linguagem dos galileus, mas os judeus estrangeiros entendiam em suas próprias línguas maternas.

         Esta seria uma boa alternativa, não fosse a ênfase bíblica do mesmo texto, que ao descer sobre eles línguas "como que de fogo" ele começavam a falar em "OUTRAS LÍNGUAS.

         Alguns argumentam ainda que eles falavam as línguas de cada um dos judeus estrangeiros que ali estavam e por isso eles entendiam o que ali era falado, e compreenderam que eles falavam das grandezas de Deus; alguns chegam a dizer que cada grupo falava uma língua, e assim eles compreendiam uns um grupo e outros outros grupos, (ex. o grupo de cretenses entendia o que os crentes que falavam naquela língua, e o grupo de partos, o que os crentes falavam em parto); outros afirmam ainda que eles não falaram simultaneamente, mas que falaram paulatinamente, e por causa disto eles foram compreendendo gradativamente o que era falado; outros argumentam que a expressão "outras línguas" revela que a língua era "outra" pelo fato de existir no planeta.

        Esta vem sendo a posição da esmagadora maioria dos pentecostais e carismáticos, grandes mestres da teologia pentecostal definem assim, entretanto algumas coisas devem ser pontuadas aqui:


1- Se todos os apróx. 120 (Atos 1:15) falavam simultaneamente cerca de 15 idiomas e dialetos diferentes conforme a descrição das nações e povos citados do verso 9 ao 11, como haveria a possibilidade de alguém compreender o que estava sendo dito? a própria experiencia nos mostra que mesmo entre brasileiro, todos falando a mesma língua, quando há aglomeração é praticamente impossível entender o que alguém está falando, como identificariam 6 ou 8 pessoas falando sua língua numa multidão de 120?

2-Os que afirmam que eles não falaram simultaneamente, força o texto bíblico de forma grosseira, pois o texto desde o início mostra que "todos estavam no mesmo lugar", mostra que as línguas pousaram "sobre cada um deles" mostra ainda que "todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas" então esta afirmação é indiscutivelmente incoerente.

3- A expressão outra língua nada tem a ver com outro idioma terreno, e sim com o fato de eles estarem falando línguas que eles não conheciam, pra ser ainda mais incisivo, acrescento que Jesus disse que os que nele cressem falariam "novas línguas"e não "outros idiomas".(cf. Mc. 16:17)
       
           Façamos portanto uma análise do texto de forma mais minuciosa:

     As palavras gregas ali para "falar em outras línguas" é LÁLIEN (falar) HÉTEROS (outras diferentes) GLOSSAS (línguas), não há nenhuma associação direta com XENO LÁLIA (falar estrangeiro), ou com XENO GLOSSIA (estrangeira língua) é apenas falar outra língua diferente, e não necessariamente uma língua humana compreensível em alguma parte do mundo.

     Ao ver que TODOS falavam em outras línguas, os judeus e prosélitos estrangeiros, ajuntaram-se formando uma multidão, e estavam confusos pois "cada um" os ouvia falar em sua própria linguagem ou dialeto. (6,8)
    Perceba que eles ficaram assustados porque CADA UM OS OUVIA falar em sua própria língua; ou seja, cada um dos estrangeiros ouvia os galileus falarem nas linguas em que eles, os estrangeiros eram nascidos; não seria impossível ouvir um ou outro galileu falar outro idioma, mas ali eram muitos idiomas e muitas pessoas falando ao mesmo tempo, sendo assim eles ficaram confusos por saberem que tantos homens na Galiléia falaram outros idiomas.
   
   Notemos que no verso 12, os cristãos eram acusados de estarem cheios de mosto, ou embriagados (12,15), agora uma pergunta, se eles foram acusados de estar embriagados, como eles poderiam estar falando idiomas estrangeiros explicadamente? 

MEU PONTO DE VISTA

     Aqueles cristãos receberam o poder do alto, a unção do Espírito, e falaram outras línguas vindas de Deus, um som sem sentido aparente, o mesmo fenômeno que nós pentecostais, carismáticos e continuístas experimentamos diuturnamente, mas aquele foi um evento duplo, o mesmo Espírito que concedia as línguas aos falantes, fazia com que os ouvintes, tementes a Deus e interessados no que viam e ouviam, entendessem em seus próprios idiomas, desta forma, inverte o evento de Babel, pois se lá idiomas diferentes causaram confusão, aqui, uma "nova língua" os une pelo vínculo do Espírito.

    Portanto o que torna o evento de Atos 2 único, não é outro fato senão o de que Deus concedeu não apenas o poder de falar outras línguas, mas principalmente fazer com que ou ouvintes entendessem em suas próprias línguas.

    Entretanto em 1 Cor. 14:2, Paulo usa a expressão (LÁLIEN GLOSSIA  = GLOSSOLÁLIA) ou seja: falar em línguas, o que em nada exige que seja algo diferente das línguas de Atos 2.

Obs. Não acho correto usar as palavras, Xenolália (falar estranho) ou Xenoglossia (língua estrangeira), neste episódio, pois ele não fornece nenhuma destas; prefiro a palavra HÉTEROSGLOSSIA, (outra língua) pois é ela que está no texto.
Não descarto porém a possibilidade de o Espírito fornecer uma língua estrangeira, mas este definitivamente não é um caso de Xenolalia ou Xenoglossia.



E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia,
E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.

Atos 2:1-15
E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia,
E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.

Atos 2:1-15
E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia,
E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.

Atos 2:1-15

quarta-feira, 11 de julho de 2018

PORQUE ME DESAMPARASTE?

As palavras citadas por Jesus nos levam a alguns questionamentos:

1-Porque Deus abandonou a Jesus ?
2-Deus de fato o abandonou?

Alguns defendem que Deus abandonou Jesus porque Ele recebeu os pecados de toda a humanidade, e como o pecado separa o homem de Deus, Deus separou-se de Cristo porque Este "recebeu em seu corpo" os pecados da humanidade.

Algumas coisas precisam ser pontuadas aqui.

1- Jesus recebeu os pecados da Humanidade?

Não, Jesus carregou "sobre si" a culpa pelos pecados para que a justiça de Deus fosse cumprida nEle, os pecados da humanidade não estavam "nEle" e sim "sobre Ele". (Rm. 5:13, Is. 53:4,5)

2-O pecado separa o homem de Deus?

Sim, separa, mas o que separa o homem de Deus são as iniquidades (pecados cometidos) e esta  separação é a  morte espiritual, Cristo não cometeu nenhum pecado, sendo assim não morreu espiritualmente, para que isto acontecesse Ele precisaria "se tornar" pecador, o que é definitivamente um erro grotesco, pois se assim o fosse Ele não serviria como sacrifício perfeito.

Entendo que Deus não abandonou a Jesus, porque?

1-O Próprio Jesus disse que o Pai não o abandonaria (João 16:32) (o texto é um particípio presente, ação continuada, ou seja, o Pai não me deixou e nem me deixará)

2-Paulo afirmou que Deus estava "EM CRISTO" reconciliando consigo mesmo o mundo (2Cor. 5:19)

*o mesmo Paulo afirma em diversos outros textos que a reconciliação se deu na cruz, na morte do Senhor (Ef. 2:16; Col. 1:20,22; Rm. 5:10) o que significa que naquele exato momento "DEUS ESTAVA EM CRISTO".

Como então devemos entender este texto?

O texto de Mateus 27:46 e Marcos 15:34, trata-se de uma citação do salmo 22:1, neste salmo Davi estava se sentindo desamparado por Deus e se expressa assim no início, mas no decorrer do salmo, ele vai profetizando os sofrimentos do Messias e ensina no mesmo salmo no verso 24 que Deus não despreza o aflito nem esconde o rosto do angustiado.

Cristo estava remetendo os judeus ao salmo 22 para que eles compreendessem por meio dos vaticínios que Ele era o Cristo, pois todos os sofrimentos previstos para o Messias naquele salmo  cumpriam-se fielmente nEle.

Portanto é uma afirmação errônea dizer que Deus abandonou a Jesus, ou se afastou dEle por qualquer que seja o motivo.
 

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Jesus poderia ter pecado?


Esta é uma pergunta que divide os Cristãos desde sempre, pois existem verdades absolutas nas Escrituras e na teologia que favorecem ambas as visões, ou seja, tanto os que vêem a possibilidade  quanto os que vêem a impossibilidade de Jesus ter pecado.

Observe que não estamos discutindo se Jesus pecou ou não pecou, as Escrituras são claras em afirmar que Ele de fato nunca pecou; a discussão é se Ele era capaz ou incapaz de pecar

Os que vêem a impossibilidade embasam-se nas seguintes premissas:

*Jesus era plenamente humano e plenamente divino, portanto se sua natureza humana pudesse pecar, sua natureza divina o impediria.

*Se Jesus pudesse pecar quando encarnado, ele também pode pecar hoje, pois as duas essências de Sua natureza estão presentes ainda hoje.

*As Escrituras veterotestamentárias  afirmam que o Messias não pecaria, então Ele não poderia ter pecado de forma alguma.

 *Jesus não tinha a natureza pecaminosa, por esta razão não pecaria.


Objeções:

*Jesus era plenamente humano e plenamente divino, portanto se sua natureza humana pudesse pecar, sua natureza divina o impediria.

Que Jesus era plenamente humano é fato, e que Jesus era plenamente Divino também é fato, mas afirmar que esta é uma das razões que o incapacitavam a pecar, é no mínimo curioso, pois mesmo sendo plenamente divino Ele teve fome, sede, sono, cansaço, dor, e até morreu, coisas estas impossíveis a Deus; afirmar que ele era incapaz de pecar, equivale a afirmar que ele também era incapaz de sofrer tudo isto, e que todas as vezes que Ele assim o afirmou, não passava de teatro.
É interessante também atentar para as palavras de Paulo aos Filipenses 2:5-11, nas quais ele afirma que Jesus embora subsistindo em forma de Deus"esvaziou-se" a si mesmo assumindo a forma humana, ou seja, Cristo não enfrentou suas tentações como Deus e sim como homem completo, e foi como homem completo que ele venceu, caso contrário nem mesmo seria uma vitória, seria como "um bloco de gesso batendo sobre uma coluna de aço", de maneira alguma o bloco poderia ofendê-la e da mesma sorte não poderíamos considerar uma vitória por parte da coluna de aço. Imagine você sendo tentado a fazer algo que está incapacitado de fazer (Ex. subir em um prédio pelo lado de fora sem o auxílio de nenhuma ferramenta) e depois se considerando vencedor pelo fato de não ter cedido a tentação? se Jesus não pecou porque era Deus Ele não pode se colocar como exemplo a ser seguido, quando Ele diz, "tende bom ânimo, eu venci o mundo" o que estas palavras podem significar pra mim? que sentido tem em eu me espelhar em um homem que era incapaz de errar?
Se Jesus não era igual a mim no sentido de ser capaz de pecar, então Ele definitivamente não pode me servir de exemplo em nada, pois tudo que Ele fez foi porque estava programado para o fazer.


*Se Jesus pudesse pecar quando encarnado, ele também pode pecar hoje, pois as duas essências de Sua natureza estão presentes ainda hoje.

Esta é uma das mais descabidas e falaciosas argumentações em favor da impecabilidade de Cristo, esta observação anula o fato de que Cristo ressurgiu INCORRUPTÍVEL, Ele não pode ser tentado pelo mal, Ele não pode sentir, fome, sede etc; Ele atingiu o ápice do propósito de Deus para o ser humano, afirmar que se Cristo poderia pecar encarnado, o faria capaz de pecar hoje, equivale a afirmar que quando formos incorruptibilizados para vivermos na eternidade, também seremos capazes de pecar, isto é simplesmente ridículo.

*As Escrituras veterotestamentárias  afirmam que o Messias não pecaria, então Ele não poderia ter pecado de forma alguma.

Aqui está outra argumentação desprovida de qualquer exegese bíblica; qualquer fala do antigo testamento que afirme que Jesus não pecaria, é constatativa; Deus não correu o risco de Jesus pecar, Ele sabia que Jesus não pecaria, nada foge ao conhecimento eterno de Deus, Ele é ONISCIENTE, sabe de todas as coisas exaustivamente sem necessariamente causar, Ele apenas conhece. Ele anuncia o fim desde o começo; a Bíblia firma no antigo testamento que nenhum dos ossos de Cristo se quebraria, e de fato não quebrou, e daí?, isto é motivo para dizer que seu esqueleto era feito de "adamantium" semelhante ao do Wolverine? é claro que não, os ossos de Jesus podeiram sim ter quebrado, mas as escrituras apontavam que não seriam quebrados; se porém as Escrituras não previssem isto, e seus ossos fossem quebrados, não alterariam em nada no plano salvífico, mas como estava vaticinado, não aconteceu; portanto o pecado impediria que O Cristo subisse ao calvário, entretanto Ele escolheu não pecar, e por esta razão sabe de fato e de verdade o que é tentação e assim nos serve de modelo em tudo, olhemos pois para Ele, o qual sofreu tudo tendo em vista o gozo que lhe estava PROPOSTO.


  *Jesus não tinha a natureza pecaminosa, por esta razão não pecaria.

Este argumento é tão fraco quanto os demais, afirmar isto é o mesmo que afirmar que Adão antes da queda tinha a natureza pecaminosa, é o mesmo que afirmar que Adão foi criado imperfeito e defeituoso, e na hora certa apresentou o "defeito de fábrica" .

Adão não tinha a natureza pecaminosa, mas ainda assim caiu, portanto a ausência desta natureza não tornava Jesus imune à queda, apenas o capacitava a resistir ao pecado e ao mundo e ser vitorioso sobre eles.

A conclusão só poderia ser verdadeira se as premissas fossem verdadeiras, mas como as premissas supracitadas são comprovadamente falsas e defeituosas conclui-se que a a conclusão igualmente o é.

Conclusão: Era impossível que Jesus pecasse porque a onisciência de Deus não falha, mas em Sua essência Ele era perfeitamente capaz de pecar, tanto é que foi tentado, e sabe de fato e de verdade o que é tentação, além do mais nos serve de modelo e exemplo em todas as coisas.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Deus tem uma "vontade permissiva"?

            É comum vermos e ouvirmos pessoas dizerem que há em Deus alguns tipos de vontade, tais como: vontade de decreto, vontade soberana, vontade permissiva, dentre outras; na realidade a ideia que se tem criado de soberania em Deus leva muitos a crerem que todas, LITERALMENTE TODAS as coisas que aconteceram, acontecem e acontecerão. estão dentro da vontade de Deus em uma das tais fragmentações desta ou dentro de algumas de suas vontades, caso contrário Sua Soberania está em check.

           Será que isto procede? será que Deus é realmente assim?

           É importante que entendamos que Deus é um ser pessoal, e como tal tem emoções e volições, por esta razão não devemos considerá-lo alheio à tantos acontecimentos no mundo físico, precisamos porém entender que a ideia de fragmentar a vontade de Deus ou dizer que Ele tem mais de uma vontade em um caso específico é contraditório por si mesma.

Exemplo:

"Deus não quer que eu me case com "Francisca" mas eu quero me casar com Francisca; então Deus se vale de sua "vontade permissiva" para permitir que eu me case com Francisca, e ao mesmo tempo Ele não "perder" a Sua Soberania".

           É um argumento falacioso, Deus não tem mais de uma vontade; se Deus tiver mais de uma vontade, Ele é um ser desequilibrado e até mesmo esquizofrênico, visto que Sua vontade é vacilante, além de dar ao homem a soberania, pois se ele quer e eu vou contra Ele e minha vontade prevalece e ele ainda precisa mudar a perspectiva de sua vontade tornando-a permissiva, quem é o soberano, Ele ou o homem quem o fez mudar?

          A vontade de Deus conforme revelada em Sua Palavra é uma só, BOA PERFEITA E AGRADÁVEL (Rm 12:2), o resto é invenção teológica, a soberania de Deus não me impede de fazer o que minha natureza me inclina a fazer, DEUS É SOBERANO, NÃO TIRANO.

          Como pois entender tais coisas acontecendo sem que seja a vontade de Deus?

          Simples, Ele não quer, o homem quer, Ele simplesmente permite, pois a liberdade que Ele SOBERANAMENTE concedeu ao homem é a permissão, ainda que contra sua vontade, para que o homem aja de acordo com suas própria inclinações resistindo-Lhe a vontade.

          Portanto a VONTADE DE DEUS É UMA SÓ.

          Ao invés de usar a expressão equivocadamente criada "VONTADE PERMISSIVA", devemos usar tão somente "PERMISSÃO".



         


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Os Anjos possuem mesmo asas?

         Esta é uma questão muito complexa, para respondermos a esta pergunta precisaremos considerar as referencias bíblicas em relação a anjos tanto no Antigo como no Novo Testamento, precisaremos ainda analisar a questão da necessidade de asas nos anjos à luz da lógica e da razão.

         Se você está lendo este post é porque te surgiu esta dúvida de repente ou porque alguém levantou o questionamento; em qualquer dos casos, é fato que esta dúvida tem tirado o sono de algumas pessoas que têm o interesse em ter mais conhecimento das Escrituras e acreditam nelas incondicionalmente.

        Este é um bom sinal, talvez não antes, mas depois de convertido à Cristo, o agora cristão deve acreditar e confiar na Bíblia tendo-a como regra única de fé e de prática, seguindo os princípios hermenêuticos de que a Bíblia responde a própria Bíblia e a Bíblia não contradiz a si mesma; entretanto é interessante lembrar também que assim como em outras literaturas, na bíblia também existem algumas formas de escrita-leitura-interpretação, Literal, Simbólica, Representativa, Retórica, etc; e isto é imprescindível para que tenhamos uma compreensão mais aprofundada e mais próxima possível da intenção dos autores secundários das Escrituras Sagradas.

Analisando alguns textos

Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.
Isaías 6:2


E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
Ezequiel 1:5,6


E, quanto às asas dos querubins, o seu comprimento era de vinte côvados; a asa de um deles, de cinco côvados, e tocava na parede da casa; e a outra asa de cinco côvados, e tocava na asa do outro querubim.
2 Crônicas 3:11


E subiu sobre um querubim, e voou; e foi visto sobre as asas do vento.
2 Samuel 22:11


Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.
Salmos 57:1


Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?
Hebreus 1:14


         Na Visão de Isaias, os Serafins tinham seis asas; na Visão de Ezequeiel os Querubins tinham 4 asas; No relato histórico de 2º Cronicas, os querubins têm duas asas e não quatro como em Ezequiel; Em 2º Samuel é descrito por Davi que Deus "subiu em um querubim e voou" mas em Salmos 57 o próprio Davi diz que Deus tem Asas; e o escritor aos Hebreus diz que os anjo são "ESPÍRITOS MINISTRADORES".

         Devemos lembrar ainda que as mais diversas formas de escrita-leitura-interpretação das Escrituras devem ser observadas aqui; Por se tratar de seres espirituais devemos fazer uma pergunta:

     -Os Seres espirituais estão sujeitos à Lei da gravidade ou esta lei é apenas para o mundo físico?
 
      Acredito estar mais do que claro que não há necessidade por parte dos anjos de possuírem asas principalmente pelo fato de serem seres meramente espirituais e como tais não possuírem corpo físico o que de per si dispensa as asas, pois asas são para voar e dar impulso e equilíbrio no vôo de um ser físico.
       
     Lembremos ainda que por ocasião do arrebatamento seremos transformados e subiremos aos céus ao encontro do Senhor, e não há descrição de que teremos asas; se nós que teremos um corpo físico glorificado, não precisaremos de asas, porque os anjos que nem corpos têm precisariam?

      Conclusão:

      Ao fazer uma análise geral, e por saber que as informações em relação ao assunto são poucas, arrisco dizer que os anjos não necessitam de asas, e não há possibilidade de possuí-las, pois não têm o que equilibrar nos ares.

      ACREDITO que as referencias aos anjos, tanto quanto as referencias à Pessoa de Deus em que são atribuídas asas, sejam meras forças de expressão e figuras de linguagens, mais precisamente ZOOMORFISMO, em que são atribuídas a seres espirituais extra-mundo características animais.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Escatologia Cristã

Escatologia Cristã
A Doutrina das
Últimas Coisas
 Por Jonas Azevedo

Índice
Introdução-----------------------------------------------------------------3
Profecias Escatológicas do Antigo Testamento---------------------4
Profecias Escatológicas do Novo Testamento-----------------------5
Onde começa a Escatologia---------------------------------------------5
Nascimento de João Batista---------------------------------------------5
Nascimento de Jesus-----------------------------------------------------5
Morte de Jesus------------------------------------------------------------6
Ressurreição de Jesus----------------------------------------------------6
Ascensão de Jesus--------------------------------------------------------6
Princípio das dores-------------------------------------------------------6
Arrebatamento------------------------------------------------------------7
Grande Tribulação--------------------------------------------------------8
O Retorno do Messias----------------------------------------------------9
O fim do Anticristo e do Falso profeta--------------------------------9
A Prisão de Satanás-------------------------------------------------------10
Julgamento das Nações--------------------------------------------------10
O Milênio-------------------------------------------------------------------10
Soltura revolta e o fim de Satanás-------------------------------------11
O Juízo Final----------------------------------------------------------------11
A Nova Jerusalém---------------------------------------------------------11
A Culminância--------------------------------------------------------------11



Introdução
Escatologia (do grego antigo εσχατος, “eschatucs” "último", mais o sufixo logia) quer dizer literalmente, estudo final, ou Últimos estudos, ou ainda Estudo das Últimas Coisas; entre os cristãos a DUC. (Doutrina das Últimas Coisas) é tratada com muita seriedade, em especial aqueles que se esmeram no ensino-aprendizagem da Palavra de Deus.
                A DUC é muitas vezes evitada e até mesmo rejeitada por alguns cristãos, que se dizem motivados pela falta de concordância bíblica para defenderem algum pensamento concernente ao assunto; na verdade, a Bíblia é muito clara no que diz respeito aos últimos eventos da história da humanidade, pois, ao contrário do que muitos pensam, a Bíblia não é um mistério, depois da encarnação de Cristo, ela é a principal revelação de Deus para o homem, o principal livro de profecias da Bíblia carrega em seu título o nome de Apocalipse, (do grego αποκάλυψις, apokálypsis, que significa "revelação", formada por "apo", tirado de, e "kalumna", véu. Um "apocalipse", na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de "apocalipse" os relatos escritos dessas revelações. Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa se usar o título Apocalipse e não Revelação, até mesmo o significado da palavra ficou obscuro, sendo às vezes usado como sinônimo de "fim do mundo" portanto é a revelação de Jesus Cristo quanto aos últimos eventos da raça humana.
Veremos neste breve estudo que as profecias bíblicas cumpridas e ainda não cumpridas foram vaticinadas por muitos homens, em épocas diferentes e em contextos sociais e culturais bastante contrários, mas que são de absoluta fidedignidade, pois o inspirador é um só, o Espírito Santo.



Capítulo 1
Profecias Escatológicas do Antigo Testamento
                Não é difícil encontrar uma profecia escatológica no antigo testamento, pois o projeto de Deus de salvar o homem existiu antes mesmo de o homem ser criado, vejamos, pois uma relação de profecias bíblicas referente aos últimos Dias.

                Gn. 3:15- Apesar de não ser uma profecia,(visto que não foi enunciada por nenhum profeta, e sim palavras do próprio Deus), é um dos textos mais comentados a respeito da vitória final do bem sobre o mau, neste texto o Senhor diz para Satanás (serpente)
Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este ferirá a sua cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar.
                Gn. 22ss. – Neste texto o Senhor Deus faz uma encenação maravilhosa sendo Ele mesmo representado por Abrahão, e Cristo sendo representado por Isac, em um dado momento, mais especificamente nos versículos, 7 e 8, há uma conversa entre pai e filho que intriga os pensamentos dos leitores da Bíblia: 
                Isac disse a seu pai Abrahão: "Meu pai! " "Sim, meu filho", respondeu Abrahão. Isaque perguntou: "As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto? "
Respondeu Abrahão: "Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho".
                Gn. 49:10 – Neste texto, o patriarca Jacó, enquanto abençoava os seus filhos, falou referente a Cristo nos últimos dias da história  humana quando Ele governará com “vara” ou cetro de ferro, todas as nações, disse:
O cetro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando de seus descendentes, até que venha aquele a quem o cetro pertence, e a ele as nações obedecerão.
Sl. 22ss-Este é um dos Salmos que mais se encaixam com os sofrimentos do Messias, pois fala detalhadamente de como Ele morreria 1000 anos antes de seu nascimento,
Salmos 22:1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido?
Salmos  96 : 8-13 – Fala do Reinado do Messias
Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra. Dizei entre os gentios que o Senhor reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão.
Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude.
Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque, Ante a face do Senhor, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade.
Isaias - O Profeta Isaias falava com muita propriedade sobre diversos assuntos concernete ao Messias, Nascimento (Cap.7 e 9), Ministério(Cap. 11 e 42) Morte e Ressurreição (Cap. 53), Reinado (cap. 11 e 65), etc.
Daniel - É um dos livro mais escatológicos da Bíblia pois fala com muita precisão a respeito dos grandes reinos da terra e do reino do Messias que os suplantará, e fala tambem sobre o anticristo e o seu governo durante a grande tribulação:
No Capítulo 2, o rei Nabucodonosor teve um sonho, e se perturbou ao ponto de esquecer o que havia sonhado, seus magos não puderam revelar-lhe nem o sonho e muito menos a interpretação deste, mas Daniel, pediu um tempo ao rei e foi buscar ao Senhor e Deus Lhe deu a revelação, referia-se aos cinco grandes impérios da Humanidade incluindo o do anticristo.
Zacarias
É no livro de Zacarias que encontramos uma das profecias mais completas e de maior conteúdo teológico para o embasamento dos ensinamentos que dizem respeito ao advento do Messias, nos capítulos 12-14 nós encontramos uma das profecias de maior importancia para o povo de Israel que estará a mercê do anticristo, quando for atacado pelos exercitos do mal para eliminar de uma vez por todas aquela nação, o próprio Senhor Jesus virá em seu socorro.
Capítulo 2
Profecias Escatológicas do Novo Testamento
Na realidade, o único livro de profecia do Novo Testamento é o Apocalipse, mas, em todo o NT encontramos profecias em especial escatológicas, principalmente enunciadas pelo próprio Senhor Jesus, Ele falou a respeito do final dos tempos com muita propriedade, profecias estas que são sem dúvida o grande horizonte no qual a igreja observa, para anunciar com mais ousadia a Palavra de Deus, e falar com mais intrepidez a respeito da Vinda de Cristo.
Na verdade grande parte do ministério de Jesus foi de proclamação da chegada do Reino de Deus, vemos isto em suas parábolas, em suas coversas com os discípulos e com aqueles que pretendiam se tornar seus seguidores.  Mateus 24:1-51
Capítulo 3
Onde começa a Escatologia

3.1 – O nascimento de João Baptista
                A escatologia começa com o nascimento de João Baptista, ele era o profeta que haveria de vir no espírito e intrepidez do profeta Elias, segundo a profecia de Malaquias, para abrir o caminho para o Messias,
Malaquias 4:5-6  Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição. “
A mulher de Zacarias (pai de João) era estéril, e por isso houve uma dúvida do próprio Zacarias a respeito desta concepção, mas a palavra do Senhor anunciada pelo seu anjo, se cumpriu cabalmente na vida de João e ele se tornou um símbolo de coragem e de intrepidez para aqueles que pregam a Palavra do Senhor.  (Lc 1: 5-25 e 1:57-80)

3.2 - O nascimento de Jesus
Não diferente do nascimento de João Baptista, o nascimento de Jesus se deu de uma forma miraculosa, mas se Isabel era estéril, o caso de Maria era de superior dificuldade para a compreensão humana, ela era virgem, e estava prometida a casamento com José, que era homem justo; havia sido vaticinado pelo profeta Isaias que de uma virgem nasceria o Messias. (Lc. 1:26-38 – Is. 7:14)
Confiemos, no Senhor nosso Deus o qual é capaz de mover a Sua mão até mesmo para mudar o que está determinado pela natureza para cumprir o Seu propósito.



                                       Capítulo 4
A Morte de Jesus
A morte de Jesus é algo que mexe com o psicológico das pessoas, pois ele sabia quando morreria, porque morreria, sob quais acusações e até mesmo com que tipo de morte (método de execução) iria morrer, mas em nenhum momento Ele se deixou levar por este conhecimento para viver em tristeza ou mesmo em depressão, pelo contrário Ele viveu feliz cada momento de Sua vida.
                A morte de Jesus assim como a ressurreição, é algo, de extrema importância para concretização da salvação e para que as Suas palavras sejam vistas como fidedignas.
Em várias passagens bíblicas no AT, nós encontramos referencias sobre a morte de Jesus, como por exemplo, o Salmo 22, e Isaias 53.
 Capítulo 5
                             A Ressurreição de Jesus
A ressurreição de Jesus é o grande pilar da fé cristã, se algum cristão tiver dúvida quanto à ressurreição de Cristo, este cristão nem mesmo é digno de ser assim chamado, pois a ressurreição de Jesus é o que nos dá confiabilidade em pregar a Sua Palavra, e anunciar que ele há de voltar. Profecias sobre a ressurreição de Jesus são encontradas no AT, principalmente no Salmo 16:10.

Nenhum cristão pode duvidar da morte e muito menos da ressurreição de Cristo, pois se Cristo não morreu, também não ressuscitou, e se não ressuscitou, em que está embasada a nossa fé? E ainda se Ele falou que morreria e que ressurgiria, e isto não aconteceu, que segurança temos de que Ele voltará?
Capítulo 6
A Ascensão de Cristo
No momento em que Jesus subiu aos céus, foi visto por Seus seguidores, eles ficaram maravilhados, pois Jesus subiu enquanto falava com eles.

Salmos 24:7-10  Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre.
Quem é o Rei da glória? O Senhor forte e valente, o Senhor valente nas guerras.
Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre.
Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória!


Atos 1: 9-11  foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista deles. E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia. De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: "Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir".
         As palavras dos anjos a respeito da partida e do retorno de Cristo derruba qualquer especulação dos estudantes descompromissados com o conteúdo bíblico-teológico, que ensinam que na vinda de Jesus (advento) Ele virá montado num cavalo, voando pelos ares. As palavras dos anjos dizem que Ele retornará da mesma forma que subiu.
Capítulo 7
O Princípio das dores
         O princípio das dores começou na verdade a partir das perseguições sofridas pela igreja primitiva a começar pela morte de Estevão, mas as palavras de Jesus nos deixam de olhos abertos para que estejamos atentos ao princípio das dores, para que entendamos quando Ele está para voltar.
        
Mateus 24:6-8 "Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores.
Mateus 24:32-35 Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão".

Capítulo 8
O Arrebatamento
                Arrebatar segundo os melhores dicionários significa  Retirar; tirar de um lugar com violência; arrancar, Tomar de assalto.

Muitos cristãos confundem arrebatamento da igreja com advento do Messias, e outros acreditam no advento mas não no arrebatamento, outros acreditam no arrebatamento e não no advento, e ainda outros não acreditam nem numa coisa nem em outra, acreditam apenas na vida com Cristo após a morte e que tudo o mais é confusão teológica, mas o que a bíblia diz a respeito do arrebatamento da igreja, irá de fato acontecer? Quando? Porque?.

        
Todo cristão tem o dever de buscar estas respostas na Bíblia sagrada, visto que ela é a nossa única regra de fé e prática, portanto não podemos de maneira nenhuma fugir desta realidade, pois independente do que qualquer que seja o teólogo acredite, Cristo arrebatará a sua igreja em breve.
         O apótolo Paulo falava de uma forma muito clara quando se referiu ao arrebatamento em sua primeira  carta aos tessalinicences 4:13ss; ele disse:
Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com estas palavras.
Entendemos pois pela Palavra do Senhor que o arrebatamento da Igreja será precedito pela ressurreição dos que morreram com Cristo e dos que morreram esperando o Cristo, isto inclue Abraão, Noé, Adão, Moisés, Daví, e todos os servos de Deus do antigo pacto que morreram cumprindo as respectivas alianças com o Senhor.
Nesta ressurreição para o arrebatamento não estarão incluidos os que morreram em desobediencia à Palavra do Senhor, seja ela explícita ou implícita, seja pela Lei, pela Graça, ou até mesmo pela lei da conciencia todos os homens tiveram sua chance em pequena ou em grande escala de reencontrar o seu criador, os que optaram por não encontrar sofrerão tanto quanto aqueles que encontraram e dele fizeram pouco caso.
Nesta ressurreição ninguém será condenado mas todos comparecarão ante o tribunal de Cristo para ser julgados em relação ao recebimento do galardão, nesta, as nossas obras serão reputadas a madeira, feno, palha, ouro, prata e pedras preciosas, para que se possa passar pelo julgamento de Cristo, se a nossa obra passar pelo fogo, receberemos o premio, se ela se queimar não o receberemos, todavia seremos salvos e adentraremos às bodas do Cordeiro.
Fique Atento, não podemos confundir o Tribunal de Cristo, com o Grande trono Branco, falaremos a respeito do grande trono branco no capítulo13.    
O arrebatamento da igreja se dará de forma invisível ao mundo pois as pessoas desaparecerão entre um abrir e fechar de olhos (forma retórica para dizer que será de tamanha rapidez que os olhos humanos não terão tempo para contemplar).
8.1 – Correntes de Pensamento dos que acreditam no arrebatamento.
8.1.1 – Pós-tribulacionismo.  Os que seguem esta linha de pensamento acreditam que a igreja será arrebatada depois da grande tribulação, tendo como base entre outros textos, a carta de Jesus a Igreja de Esmirna, que diz que teriam uma tribulação de dez dias.
Controvercia: O problema deste pensamento é que sendo assim não existiria arrebatamento, visto que depois da grande tribulação se derá o advento do Messias, alem do mais a visão pós-tribulacionista não separa a igreja de Israel, nem a antiga da nova aliança, sendo assim a invalida a morte de Cristo, pois Israel, será salvo dos exercitos do anticristo de acordo com as promessas de Deus do antigo pacto.

8.1.2- Midi-tribulacionismo
Os que seguem esta linha de pensamento acreditam que a igreja será arrebatada durante a grande tribulação, mais especificamente no meio dela tendo como base II Ts. 2vv.
Controvercia: O problema desta linha de pensamento é de cunho histórico, pois a Bíblia se refere às bodas do Cordeiro, sendo assim as bodas que na tradição judaica duram sete dias representados aqui por sete anos só começaria no meio do tempo previsto, ou seja nos úlimos 42 meses da grande tribulação.  
8.1.3-Pré Tribulacionismo
A grande maioria dos cristãos entende que esta é a linha de pensamento mais correta, visto que no caso da pós-tribulacionista não existe possibilidade de arrebatamento e na midi-tribulacionista alem de deixar uma indagação sobre as bodas do Cordeiro ficaria evidente a todos os cristãos uma data quase que precisa para o evento, não sendo assim uma surpresa, o problema dos grandes pensadores do assunto é a dificuldade em distinguir o advento do arrebatamento, ou ainda de aceitar que a vinda de Cristo se dará em duas etapas distintas e separadas por um prazo de sete anos.
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Capítulo 9
A Grande Tribulação
Existem grandes confusões quanto a grande tribulação, alguns acreditam que ela teve início na perseguição da igreja primitiva, outros acreditam que ela nem mesmo existirá, outros acreditam que estamos vivendo a grande tribulação, mas o que a bíblia diz sobre o assunto?, como podemos compreender a realidade do evento segundo as Escrituras?
Primeiramente é nescessário acreditar que este evento existirá, e que independente dos pensamentos, o que vale é o que a bíblia diz a respeito, nenhum estudante da bíblia tem o poder de invalidar qualquer que seja o ensino fornecido por ela, portanto devemos acreditar na Palavra do Senhor.
A grande tribulação é melhor compreendida quando observamos os textos de Daniel nos Capítulos 2, 7 e 9, que falam a respeito dos grandes eventos do fim da histótia da humanidade
Capítulo 2
                No Capítulo 2 de Daniel a estátua do sonho de Nabucodonosor, se refere a história dos 4 grandes impérios do mundo; Babilonico, Medo-Persa, Grego e Romano, e os pés da estátua se referem ao 5º grande império mundial, que na realidade é o ressurgimento do 4º que é o romano, porém com um governantre cuja liderança é segundo a eficácia de Satanás (2Ts.: 2:9).
Capítulo 7
                No Capítulo 7 de Daniel, a estátua do sonho de Nabucodonosor dá lugar às visões de Daniel, a respeito de quatro grandes animais que se lavantaram representando os seguintes reinos:
Leão: Babilonia
Urso: Media e Persia
Leopardo: Grécia
Terrível e espantoso: Roma
Teve ainda nesta visão o surgimento de um pequeno chifre que surgil do quarto animal, se engrandeceu derrubando outros 3 chifres, se referindo ao anticristo e seu governo, que usurpará a terra.
Capítulo 9
Fala das setenta semanas reveladas a Daniel por Gabriel, um anjo do Senhor, as quais tinham o propósito de purificar o povo de Israel, as setenta semanas se referem a 490 anos de purificação que o povo de Israel precisava passar, as divisões destas semanas são as seguintes:
7 Semanas (49 anos): se referem ao tempo da reconstrução da cidade de Jerusalem desde o decreto do imperador persa até a conclusão da obra.
62 semanas (434 anos): desde o tempo da conclusão da obra até a morte de Jesus, o Messias.
70ª semana: (7 Anos) se refere exatamente ao tempo da grande tribulação que é chamada tambem de Dia da ruína (Dt: 32:35)  “Dia da vingança de Deus” (Is 34.8; 61.2), “Tempo da angústia de Jacó” (Jr 30.7); “Septuagésima Semana de Daniel” (Dn 9.27), “Dias de indignação, tribulação, angústia, alvoroço, assolação, trevas, escuridão, nuvens e densas trevas, trombeta e alarido” (Sf 1.15,16), “Grande aflição” (Mt 24.21), “Ira” (1Ts 1.10), “Ira do Cordeiro” (Ap 6.16,17), “A Hora do Juízo” (Ap 14.7), “Ira de Deus” (Ap 14.10,19), “Hora da tentação” (Ap 3.10), “A Tribulação” (Mt 24.29) e a “Grande Tribulação” (Ap 7.14).
Neste tempo que sucede o arrebatamento da igreja e é simultâneo às bodas do Cordeiro, acredita-se que haverá no mundo um grande colapso político e econômico que exigirá uma liderança unilateral para a resolução do problema, é ai que surje na história da humanidade um líder como nunca houve, um homem que liderará o mundo de forma aparentemente pacífica durante os primeiros três anos e meio do seu reinado, mas que depois se revelará um homem perverso, que dominará os povos com poder satanico e que matará todo aquele que não o venerar como deus, por isto, muitas pessoas se aliarão a ele com o intuito de viverem, mas na verdade, estarão fazendo uma aliança com o maior representante de satanás de todos os tempos.
A segunda besta que é o falso profeta ordenará que se construa e se adore uma imagem da 1ª besta que é o anticristo e ordenará um sinal na mão direita ou na testa para que ninguem possa comprar ou vender se não tiver a marca ou sinal da besta
Nesta ocasião, de alguma forma o anticristo reconstruirá o templo de Jerusalem e se autoentitulará o rei dos judeus o qual será aceito por eles, conforme as palavras de Jesus(Jo 5:43) mas ao colocar uma estátua eu imagem de sí mesmo no templo e exigir adoração, será rejeitado pelos judeus o que resultará em uma grande perseguição. 

Capítulo 10
O Retorno do Messias
                O Retorno do Messias, tambem conhecido como Volta de Cristo, Volta de Jesus, Advento do Messias, marcará o fim da grande tribulação, e o começo do milenio, segundo as escrituras podemos entender que este evento acontecerá no momento em que os exercitos do anticristo estiverem a ponto de extinguir a nação de Israel, pois as principais profecias das Escrituras falam a respeito de um dia glorioso, um dia de juizo, um dia de vitória, e em especial no livro do profeta Zacarias, mais precisamente nos capítulos 13 e 14, falam a respeito da grande tribulação, do retorno de Cristo e do milenio sequentemente, mostra que esta visão está correta.

10.1 – O Fim do anticristo e do falso profeta
                As Escrituras nos revelam que no retorno de Jesus a primeira ação será a prisão do anticristo e do falso profeta, eles se reunirão para batalhar contra Cristo no vale do Armagedom  (Ap 16:13-16) porem o Senhor Jesus os destruirá pelo sobro da Sua boca (2 Ts. 2.8) e os lançará vivos no lago de fogo onde serão atormentados para todo o sempre. (Ap 19:19,20 e Ap 20:10)
10.2 – A Prisão de Satanás
                Este será o segundo grande evento da volta de Cristo, satanás será aprisionado em um abismo, onde permanecerá por mil anos, enquanto isto ele planejará uma revolta contra Cristo com o objetivo de levar muita gente a perdição juntamente com ele. (Ap. 20:1-3)
10.3 – Julgamento das Nações
                Este Julgamento terá como base a posição da nação em relação a Israel por ocasião do governo do anticristo, se ela se posicionou contra haverá uma punição, caso tenha se posicionado a favor certamente haverá bençãos, porem este julgamento não envolve indivídous e sim a nação em sua forma constitucional, pois vemos que os sobreviventes delas subirão a Jerusalem para adorar a Jesus. Zc. 14: 12-21.
Capítulo 11
O Milenio
Depois de ter Jesus destruido o antcristo e o falso profeta, aprisionado satanás e julgado as nações, é hora agora de instaurar o seu reino na terra, neste momento Jesus fará de Jerusalem o seu trono e governará o mundo a partir de lá. O Milênio é criado por Deus como o teste final da humanidade caída sob as circunstâncias mais ideais, cercada por toda a capacidade de obedecer ao governo do Rei, e que as fontes externas de tentação também serão retiradas. Será a última oportunidade para a humanidade de se manter fiel ao Senhor.

11.1 - Características gerais do Milenio.
Período de paz em toda a Terra: (Is 2.4);
Restauração final de Israel: (Jr 31.31-34);
Será um reino de justiça e retidão universais: (Jr 23.5);
Será um tempo de alegria e felicidade: (Is 35.10);
Haverá grande prosperidade material: (Zc 8.12);
Os animais selvagens perderão a ferocidade: (Is 65.25).
Haverá Pecado: (Is. 65.20)
Haverá Longevidade: (Is 65.22)
11.2 - Quem participará do Milênio
* Os crentes arrebatados em corpo glorioso sem sofrer alterações do tempo. (Ap 19:14)
* Os Crentes mortos na grande tribulação, que irão ressuscitar para o reino com Cristo. (Ap 20: 4-6)
* Os Sobreviventes da batalha do Armagedom (Zc 14:16)


Capítulo 12
A soltura revolta e o fim de Satanás
                Passado o Milênio, Satanás será solto da sua prisão (Ap 20:7,8) ele sairá e enganará as nações sobre os quatro cantos da terra, não se sabe quanto tempo ele demorará para seduzir um grande número de pessoas contra Cristo, mas o que se sabe é que ele enganará a muitos e os congregará em campo para pelejarem contra o Senhor, certamente ele se utilizará de um homem para que lidere seus exércitos, mas Deus os destruirá pelo fogo, e lançará Satanás no lago que arde com fogo e enxofre que é o destino final de Satanás e de todos os ímpios.

Capítulo 13
O Juízo Final
Em apocalipse 20:4 nós vemos que os santos da grande tribulação ressuscitaram para reinar com Cristo, mas no versículo 5 diz que os outros não ressurgiram até o final do milênio, estes “outros” abrangem todos os ímpios desde o tempo de Adão até o confronto final de Deus e Satanás depois da soltura do adversário após o milênio; eles ressurgirão para ser julgados, no grande trono branco, e condenados ao lago de fogo, que é a segunda morte, neste dia serão lançados no lago de fogo os ímpios, a morte e o inferno.
*Alguns acreditam que neste julgamento não haverá salvação, porem tem algumas coisas a se observar:
1- Será que de fato neste julgamento estarão apenas os injustos ou estarão também aqueles que permaneceram fiéis ao Senhor, e morreram em boa idade, durante o milênio?
2- Será que não estarão presentes os vivos que não aderiram à rebelião de Satanás?
3- Porque será que no versículo 15 diz que “aquele” que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo?
Se fizermos uma análise com base nestas indagações vamos entender que por mínima que seja, haverá sim salvação ou continuidade da Salvação no Juízo Final.  
Capítulo 14
A Nova Jerusalém

No Capítulo 21 de Apocalipse, vemos a descrição de um novo céu e uma nova terra, entende-se que Deus fará uma renovação da terra ou criará uma terra totalmente nova, o fato é que esta nova terra não mais precisará de lua, de sol ou mesmo de mares, pois a Luz radiosa de Cristo e de Deus estará nela perpetuamente, entende-se que quando a Nova Jerusalém descer do céu e se estabelecer entre os céus e a terra, todos os salvos em Cristo já estarão em estado de glória eterna, e Cristo entregará o reino a Deus O Pai (1Cor. 15:28)

Capítulo 15
A Culminância
Depois de Cristo ter entregado o Reino ao Pai, o próprio Deus Criará um Estado eterno no qual não haverá mais morte nem pranto nem clamor nem dor, pois todas as coisas são passadas, (Ap 22: 1-5)
Haverá então paz para todo o sempre; Amém! e Deus estará em nosso meio e nós seremos o Seu povo e o mesmo Deus será o nosso Deus. Amém.

Maranata, Vem Senhor Jesus
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