quinta-feira, 21 de junho de 2018

Jesus poderia ter pecado?


Esta é uma pergunta que divide os Cristãos desde sempre, pois existem verdades absolutas nas Escrituras e na teologia que favorecem ambas as visões, ou seja, tanto os que vêem a possibilidade  quanto os que vêem a impossibilidade de Jesus ter pecado.

Observe que não estamos discutindo se Jesus pecou ou não pecou, as Escrituras são claras em afirmar que Ele de fato nunca pecou; a discussão é se Ele era capaz ou incapaz de pecar

Os que vêem a impossibilidade embasam-se nas seguintes premissas:

*Jesus era plenamente humano e plenamente divino, portanto se sua natureza humana pudesse pecar, sua natureza divina o impediria.

*Se Jesus pudesse pecar quando encarnado, ele também pode pecar hoje, pois as duas essências de Sua natureza estão presentes ainda hoje.

*As Escrituras veterotestamentárias  afirmam que o Messias não pecaria, então Ele não poderia ter pecado de forma alguma.

 *Jesus não tinha a natureza pecaminosa, por esta razão não pecaria.


Objeções:

*Jesus era plenamente humano e plenamente divino, portanto se sua natureza humana pudesse pecar, sua natureza divina o impediria.

Que Jesus era plenamente humano é fato, e que Jesus era plenamente Divino também é fato, mas afirmar que esta é uma das razões que o incapacitavam a pecar, é no mínimo curioso, pois mesmo sendo plenamente divino Ele teve fome, sede, sono, cansaço, dor, e até morreu, coisas estas impossíveis a Deus; afirmar que ele era incapaz de pecar, equivale a afirmar que ele também era incapaz de sofrer tudo isto, e que todas as vezes que Ele assim o afirmou, não passava de teatro.
É interessante também atentar para as palavras de Paulo aos Filipenses 2:5-11, nas quais ele afirma que Jesus embora subsistindo em forma de Deus"esvaziou-se" a si mesmo assumindo a forma humana, ou seja, Cristo não enfrentou suas tentações como Deus e sim como homem completo, e foi como homem completo que ele venceu, caso contrário nem mesmo seria uma vitória, seria como "um bloco de gesso batendo sobre uma coluna de aço", de maneira alguma o bloco poderia ofendê-la e da mesma sorte não poderíamos considerar uma vitória por parte da coluna de aço. Imagine você sendo tentado a fazer algo que está incapacitado de fazer (Ex. subir em um prédio pelo lado de fora sem o auxílio de nenhuma ferramenta) e depois se considerando vencedor pelo fato de não ter cedido a tentação? se Jesus não pecou porque era Deus Ele não pode se colocar como exemplo a ser seguido, quando Ele diz, "tende bom ânimo, eu venci o mundo" o que estas palavras podem significar pra mim? que sentido tem em eu me espelhar em um homem que era incapaz de errar?
Se Jesus não era igual a mim no sentido de ser capaz de pecar, então Ele definitivamente não pode me servir de exemplo em nada, pois tudo que Ele fez foi porque estava programado para o fazer.


*Se Jesus pudesse pecar quando encarnado, ele também pode pecar hoje, pois as duas essências de Sua natureza estão presentes ainda hoje.

Esta é uma das mais descabidas e falaciosas argumentações em favor da impecabilidade de Cristo, esta observação anula o fato de que Cristo ressurgiu INCORRUPTÍVEL, Ele não pode ser tentado pelo mal, Ele não pode sentir, fome, sede etc; Ele atingiu o ápice do propósito de Deus para o ser humano, afirmar que se Cristo poderia pecar encarnado, o faria capaz de pecar hoje, equivale a afirmar que quando formos incorruptibilizados para vivermos na eternidade, também seremos capazes de pecar, isto é simplesmente ridículo.

*As Escrituras veterotestamentárias  afirmam que o Messias não pecaria, então Ele não poderia ter pecado de forma alguma.

Aqui está outra argumentação desprovida de qualquer exegese bíblica; qualquer fala do antigo testamento que afirme que Jesus não pecaria, é constatativa; Deus não correu o risco de Jesus pecar, Ele sabia que Jesus não pecaria, nada foge ao conhecimento eterno de Deus, Ele é ONISCIENTE, sabe de todas as coisas exaustivamente sem necessariamente causar, Ele apenas conhece. Ele anuncia o fim desde o começo; a Bíblia firma no antigo testamento que nenhum dos ossos de Cristo se quebraria, e de fato não quebrou, e daí?, isto é motivo para dizer que seu esqueleto era feito de "adamantium" semelhante ao do Wolverine? é claro que não, os ossos de Jesus podeiram sim ter quebrado, mas as escrituras apontavam que não seriam quebrados; se porém as Escrituras não previssem isto, e seus ossos fossem quebrados, não alterariam em nada no plano salvífico, mas como estava vaticinado, não aconteceu; portanto o pecado impediria que O Cristo subisse ao calvário, entretanto Ele escolheu não pecar, e por esta razão sabe de fato e de verdade o que é tentação e assim nos serve de modelo em tudo, olhemos pois para Ele, o qual sofreu tudo tendo em vista o gozo que lhe estava PROPOSTO.


  *Jesus não tinha a natureza pecaminosa, por esta razão não pecaria.

Este argumento é tão fraco quanto os demais, afirmar isto é o mesmo que afirmar que Adão antes da queda tinha a natureza pecaminosa, é o mesmo que afirmar que Adão foi criado imperfeito e defeituoso, e na hora certa apresentou o "defeito de fábrica" .

Adão não tinha a natureza pecaminosa, mas ainda assim caiu, portanto a ausência desta natureza não tornava Jesus imune à queda, apenas o capacitava a resistir ao pecado e ao mundo e ser vitorioso sobre eles.

A conclusão só poderia ser verdadeira se as premissas fossem verdadeiras, mas como as premissas supracitadas são comprovadamente falsas e defeituosas conclui-se que a a conclusão igualmente o é.

Conclusão: Era impossível que Jesus pecasse porque a onisciência de Deus não falha, mas em Sua essência Ele era perfeitamente capaz de pecar, tanto é que foi tentado, e sabe de fato e de verdade o que é tentação, além do mais nos serve de modelo e exemplo em todas as coisas.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Deus tem uma "vontade permissiva"?

            É comum vermos e ouvirmos pessoas dizerem que há em Deus alguns tipos de vontade, tais como: vontade de decreto, vontade soberana, vontade permissiva, dentre outras; na realidade a ideia que se tem criado de soberania em Deus leva muitos a crerem que todas, LITERALMENTE TODAS as coisas que aconteceram, acontecem e acontecerão. estão dentro da vontade de Deus em uma das tais fragmentações desta ou dentro de algumas de suas vontades, caso contrário Sua Soberania está em check.

           Será que isto procede? será que Deus é realmente assim?

           É importante que entendamos que Deus é um ser pessoal, e como tal tem emoções e volições, por esta razão não devemos considerá-lo alheio à tantos acontecimentos no mundo físico, precisamos porém entender que a ideia de fragmentar a vontade de Deus ou dizer que Ele tem mais de uma vontade em um caso específico é contraditório por si mesma.

Exemplo:

"Deus não quer que eu me case com "Francisca" mas eu quero me casar com Francisca; então Deus se vale de sua "vontade permissiva" para permitir que eu me case com Francisca, e ao mesmo tempo Ele não "perder" a Sua Soberania".

           É um argumento falacioso, Deus não tem mais de uma vontade; se Deus tiver mais de uma vontade, Ele é um ser desequilibrado e até mesmo esquizofrênico, visto que Sua vontade é vacilante, além de dar ao homem a soberania, pois se ele quer e eu vou contra Ele e minha vontade prevalece e ele ainda precisa mudar a perspectiva de sua vontade tornando-a permissiva, quem é o soberano, Ele ou o homem quem o fez mudar?

          A vontade de Deus conforme revelada em Sua Palavra é uma só, BOA PERFEITA E AGRADÁVEL (Rm 12:2), o resto é invenção teológica, a soberania de Deus não me impede de fazer o que minha natureza me inclina a fazer, DEUS É SOBERANO, NÃO TIRANO.

          Como pois entender tais coisas acontecendo sem que seja a vontade de Deus?

          Simples, Ele não quer, o homem quer, Ele simplesmente permite, pois a liberdade que Ele SOBERANAMENTE concedeu ao homem é a permissão, ainda que contra sua vontade, para que o homem aja de acordo com suas própria inclinações resistindo-Lhe a vontade.

          Portanto a VONTADE DE DEUS É UMA SÓ.

          Ao invés de usar a expressão equivocadamente criada "VONTADE PERMISSIVA", devemos usar tão somente "PERMISSÃO".



         


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Os Anjos possuem mesmo asas?

         Esta é uma questão muito complexa, para respondermos a esta pergunta precisaremos considerar as referencias bíblicas em relação a anjos tanto no Antigo como no Novo Testamento, precisaremos ainda analisar a questão da necessidade de asas nos anjos à luz da lógica e da razão.

         Se você está lendo este post é porque te surgiu esta dúvida de repente ou porque alguém levantou o questionamento; em qualquer dos casos, é fato que esta dúvida tem tirado o sono de algumas pessoas que têm o interesse em ter mais conhecimento das Escrituras e acreditam nelas incondicionalmente.

        Este é um bom sinal, talvez não antes, mas depois de convertido à Cristo, o agora cristão deve acreditar e confiar na Bíblia tendo-a como regra única de fé e de prática, seguindo os princípios hermenêuticos de que a Bíblia responde a própria Bíblia e a Bíblia não contradiz a si mesma; entretanto é interessante lembrar também que assim como em outras literaturas, na bíblia também existem algumas formas de escrita-leitura-interpretação, Literal, Simbólica, Representativa, Retórica, etc; e isto é imprescindível para que tenhamos uma compreensão mais aprofundada e mais próxima possível da intenção dos autores secundários das Escrituras Sagradas.

Analisando alguns textos

Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.
Isaías 6:2


E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
Ezequiel 1:5,6


E, quanto às asas dos querubins, o seu comprimento era de vinte côvados; a asa de um deles, de cinco côvados, e tocava na parede da casa; e a outra asa de cinco côvados, e tocava na asa do outro querubim.
2 Crônicas 3:11


E subiu sobre um querubim, e voou; e foi visto sobre as asas do vento.
2 Samuel 22:11


Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.
Salmos 57:1


Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?
Hebreus 1:14


         Na Visão de Isaias, os Serafins tinham seis asas; na Visão de Ezequeiel os Querubins tinham 4 asas; No relato histórico de 2º Cronicas, os querubins têm duas asas e não quatro como em Ezequiel; Em 2º Samuel é descrito por Davi que Deus "subiu em um querubim e voou" mas em Salmos 57 o próprio Davi diz que Deus tem Asas; e o escritor aos Hebreus diz que os anjo são "ESPÍRITOS MINISTRADORES".

         Devemos lembrar ainda que as mais diversas formas de escrita-leitura-interpretação das Escrituras devem ser observadas aqui; Por se tratar de seres espirituais devemos fazer uma pergunta:

     -Os Seres espirituais estão sujeitos à Lei da gravidade ou esta lei é apenas para o mundo físico?
 
      Acredito estar mais do que claro que não há necessidade por parte dos anjos de possuírem asas principalmente pelo fato de serem seres meramente espirituais e como tais não possuírem corpo físico o que de per si dispensa as asas, pois asas são para voar e dar impulso e equilíbrio no vôo de um ser físico.
       
     Lembremos ainda que por ocasião do arrebatamento seremos transformados e subiremos aos céus ao encontro do Senhor, e não há descrição de que teremos asas; se nós que teremos um corpo físico glorificado, não precisaremos de asas, porque os anjos que nem corpos têm precisariam?

      Conclusão:

      Ao fazer uma análise geral, e por saber que as informações em relação ao assunto são poucas, arrisco dizer que os anjos não necessitam de asas, e não há possibilidade de possuí-las, pois não têm o que equilibrar nos ares.

      ACREDITO que as referencias aos anjos, tanto quanto as referencias à Pessoa de Deus em que são atribuídas asas, sejam meras forças de expressão e figuras de linguagens, mais precisamente ZOOMORFISMO, em que são atribuídas a seres espirituais extra-mundo características animais.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Escatologia Cristã

Escatologia Cristã
A Doutrina das
Últimas Coisas
 Por Jonas Azevedo

Índice
Introdução-----------------------------------------------------------------3
Profecias Escatológicas do Antigo Testamento---------------------4
Profecias Escatológicas do Novo Testamento-----------------------5
Onde começa a Escatologia---------------------------------------------5
Nascimento de João Batista---------------------------------------------5
Nascimento de Jesus-----------------------------------------------------5
Morte de Jesus------------------------------------------------------------6
Ressurreição de Jesus----------------------------------------------------6
Ascensão de Jesus--------------------------------------------------------6
Princípio das dores-------------------------------------------------------6
Arrebatamento------------------------------------------------------------7
Grande Tribulação--------------------------------------------------------8
O Retorno do Messias----------------------------------------------------9
O fim do Anticristo e do Falso profeta--------------------------------9
A Prisão de Satanás-------------------------------------------------------10
Julgamento das Nações--------------------------------------------------10
O Milênio-------------------------------------------------------------------10
Soltura revolta e o fim de Satanás-------------------------------------11
O Juízo Final----------------------------------------------------------------11
A Nova Jerusalém---------------------------------------------------------11
A Culminância--------------------------------------------------------------11



Introdução
Escatologia (do grego antigo εσχατος, “eschatucs” "último", mais o sufixo logia) quer dizer literalmente, estudo final, ou Últimos estudos, ou ainda Estudo das Últimas Coisas; entre os cristãos a DUC. (Doutrina das Últimas Coisas) é tratada com muita seriedade, em especial aqueles que se esmeram no ensino-aprendizagem da Palavra de Deus.
                A DUC é muitas vezes evitada e até mesmo rejeitada por alguns cristãos, que se dizem motivados pela falta de concordância bíblica para defenderem algum pensamento concernente ao assunto; na verdade, a Bíblia é muito clara no que diz respeito aos últimos eventos da história da humanidade, pois, ao contrário do que muitos pensam, a Bíblia não é um mistério, depois da encarnação de Cristo, ela é a principal revelação de Deus para o homem, o principal livro de profecias da Bíblia carrega em seu título o nome de Apocalipse, (do grego αποκάλυψις, apokálypsis, que significa "revelação", formada por "apo", tirado de, e "kalumna", véu. Um "apocalipse", na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de "apocalipse" os relatos escritos dessas revelações. Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa se usar o título Apocalipse e não Revelação, até mesmo o significado da palavra ficou obscuro, sendo às vezes usado como sinônimo de "fim do mundo" portanto é a revelação de Jesus Cristo quanto aos últimos eventos da raça humana.
Veremos neste breve estudo que as profecias bíblicas cumpridas e ainda não cumpridas foram vaticinadas por muitos homens, em épocas diferentes e em contextos sociais e culturais bastante contrários, mas que são de absoluta fidedignidade, pois o inspirador é um só, o Espírito Santo.



Capítulo 1
Profecias Escatológicas do Antigo Testamento
                Não é difícil encontrar uma profecia escatológica no antigo testamento, pois o projeto de Deus de salvar o homem existiu antes mesmo de o homem ser criado, vejamos, pois uma relação de profecias bíblicas referente aos últimos Dias.

                Gn. 3:15- Apesar de não ser uma profecia,(visto que não foi enunciada por nenhum profeta, e sim palavras do próprio Deus), é um dos textos mais comentados a respeito da vitória final do bem sobre o mau, neste texto o Senhor diz para Satanás (serpente)
Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este ferirá a sua cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar.
                Gn. 22ss. – Neste texto o Senhor Deus faz uma encenação maravilhosa sendo Ele mesmo representado por Abrahão, e Cristo sendo representado por Isac, em um dado momento, mais especificamente nos versículos, 7 e 8, há uma conversa entre pai e filho que intriga os pensamentos dos leitores da Bíblia: 
                Isac disse a seu pai Abrahão: "Meu pai! " "Sim, meu filho", respondeu Abrahão. Isaque perguntou: "As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto? "
Respondeu Abrahão: "Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho".
                Gn. 49:10 – Neste texto, o patriarca Jacó, enquanto abençoava os seus filhos, falou referente a Cristo nos últimos dias da história  humana quando Ele governará com “vara” ou cetro de ferro, todas as nações, disse:
O cetro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando de seus descendentes, até que venha aquele a quem o cetro pertence, e a ele as nações obedecerão.
Sl. 22ss-Este é um dos Salmos que mais se encaixam com os sofrimentos do Messias, pois fala detalhadamente de como Ele morreria 1000 anos antes de seu nascimento,
Salmos 22:1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido?
Salmos  96 : 8-13 – Fala do Reinado do Messias
Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra. Dizei entre os gentios que o Senhor reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão.
Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude.
Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque, Ante a face do Senhor, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade.
Isaias - O Profeta Isaias falava com muita propriedade sobre diversos assuntos concernete ao Messias, Nascimento (Cap.7 e 9), Ministério(Cap. 11 e 42) Morte e Ressurreição (Cap. 53), Reinado (cap. 11 e 65), etc.
Daniel - É um dos livro mais escatológicos da Bíblia pois fala com muita precisão a respeito dos grandes reinos da terra e do reino do Messias que os suplantará, e fala tambem sobre o anticristo e o seu governo durante a grande tribulação:
No Capítulo 2, o rei Nabucodonosor teve um sonho, e se perturbou ao ponto de esquecer o que havia sonhado, seus magos não puderam revelar-lhe nem o sonho e muito menos a interpretação deste, mas Daniel, pediu um tempo ao rei e foi buscar ao Senhor e Deus Lhe deu a revelação, referia-se aos cinco grandes impérios da Humanidade incluindo o do anticristo.
Zacarias
É no livro de Zacarias que encontramos uma das profecias mais completas e de maior conteúdo teológico para o embasamento dos ensinamentos que dizem respeito ao advento do Messias, nos capítulos 12-14 nós encontramos uma das profecias de maior importancia para o povo de Israel que estará a mercê do anticristo, quando for atacado pelos exercitos do mal para eliminar de uma vez por todas aquela nação, o próprio Senhor Jesus virá em seu socorro.
Capítulo 2
Profecias Escatológicas do Novo Testamento
Na realidade, o único livro de profecia do Novo Testamento é o Apocalipse, mas, em todo o NT encontramos profecias em especial escatológicas, principalmente enunciadas pelo próprio Senhor Jesus, Ele falou a respeito do final dos tempos com muita propriedade, profecias estas que são sem dúvida o grande horizonte no qual a igreja observa, para anunciar com mais ousadia a Palavra de Deus, e falar com mais intrepidez a respeito da Vinda de Cristo.
Na verdade grande parte do ministério de Jesus foi de proclamação da chegada do Reino de Deus, vemos isto em suas parábolas, em suas coversas com os discípulos e com aqueles que pretendiam se tornar seus seguidores.  Mateus 24:1-51
Capítulo 3
Onde começa a Escatologia

3.1 – O nascimento de João Baptista
                A escatologia começa com o nascimento de João Baptista, ele era o profeta que haveria de vir no espírito e intrepidez do profeta Elias, segundo a profecia de Malaquias, para abrir o caminho para o Messias,
Malaquias 4:5-6  Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição. “
A mulher de Zacarias (pai de João) era estéril, e por isso houve uma dúvida do próprio Zacarias a respeito desta concepção, mas a palavra do Senhor anunciada pelo seu anjo, se cumpriu cabalmente na vida de João e ele se tornou um símbolo de coragem e de intrepidez para aqueles que pregam a Palavra do Senhor.  (Lc 1: 5-25 e 1:57-80)

3.2 - O nascimento de Jesus
Não diferente do nascimento de João Baptista, o nascimento de Jesus se deu de uma forma miraculosa, mas se Isabel era estéril, o caso de Maria era de superior dificuldade para a compreensão humana, ela era virgem, e estava prometida a casamento com José, que era homem justo; havia sido vaticinado pelo profeta Isaias que de uma virgem nasceria o Messias. (Lc. 1:26-38 – Is. 7:14)
Confiemos, no Senhor nosso Deus o qual é capaz de mover a Sua mão até mesmo para mudar o que está determinado pela natureza para cumprir o Seu propósito.



                                       Capítulo 4
A Morte de Jesus
A morte de Jesus é algo que mexe com o psicológico das pessoas, pois ele sabia quando morreria, porque morreria, sob quais acusações e até mesmo com que tipo de morte (método de execução) iria morrer, mas em nenhum momento Ele se deixou levar por este conhecimento para viver em tristeza ou mesmo em depressão, pelo contrário Ele viveu feliz cada momento de Sua vida.
                A morte de Jesus assim como a ressurreição, é algo, de extrema importância para concretização da salvação e para que as Suas palavras sejam vistas como fidedignas.
Em várias passagens bíblicas no AT, nós encontramos referencias sobre a morte de Jesus, como por exemplo, o Salmo 22, e Isaias 53.
 Capítulo 5
                             A Ressurreição de Jesus
A ressurreição de Jesus é o grande pilar da fé cristã, se algum cristão tiver dúvida quanto à ressurreição de Cristo, este cristão nem mesmo é digno de ser assim chamado, pois a ressurreição de Jesus é o que nos dá confiabilidade em pregar a Sua Palavra, e anunciar que ele há de voltar. Profecias sobre a ressurreição de Jesus são encontradas no AT, principalmente no Salmo 16:10.

Nenhum cristão pode duvidar da morte e muito menos da ressurreição de Cristo, pois se Cristo não morreu, também não ressuscitou, e se não ressuscitou, em que está embasada a nossa fé? E ainda se Ele falou que morreria e que ressurgiria, e isto não aconteceu, que segurança temos de que Ele voltará?
Capítulo 6
A Ascensão de Cristo
No momento em que Jesus subiu aos céus, foi visto por Seus seguidores, eles ficaram maravilhados, pois Jesus subiu enquanto falava com eles.

Salmos 24:7-10  Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre.
Quem é o Rei da glória? O Senhor forte e valente, o Senhor valente nas guerras.
Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre.
Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória!


Atos 1: 9-11  foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista deles. E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia. De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: "Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir".
         As palavras dos anjos a respeito da partida e do retorno de Cristo derruba qualquer especulação dos estudantes descompromissados com o conteúdo bíblico-teológico, que ensinam que na vinda de Jesus (advento) Ele virá montado num cavalo, voando pelos ares. As palavras dos anjos dizem que Ele retornará da mesma forma que subiu.
Capítulo 7
O Princípio das dores
         O princípio das dores começou na verdade a partir das perseguições sofridas pela igreja primitiva a começar pela morte de Estevão, mas as palavras de Jesus nos deixam de olhos abertos para que estejamos atentos ao princípio das dores, para que entendamos quando Ele está para voltar.
        
Mateus 24:6-8 "Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores.
Mateus 24:32-35 Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão".

Capítulo 8
O Arrebatamento
                Arrebatar segundo os melhores dicionários significa  Retirar; tirar de um lugar com violência; arrancar, Tomar de assalto.

Muitos cristãos confundem arrebatamento da igreja com advento do Messias, e outros acreditam no advento mas não no arrebatamento, outros acreditam no arrebatamento e não no advento, e ainda outros não acreditam nem numa coisa nem em outra, acreditam apenas na vida com Cristo após a morte e que tudo o mais é confusão teológica, mas o que a bíblia diz a respeito do arrebatamento da igreja, irá de fato acontecer? Quando? Porque?.

        
Todo cristão tem o dever de buscar estas respostas na Bíblia sagrada, visto que ela é a nossa única regra de fé e prática, portanto não podemos de maneira nenhuma fugir desta realidade, pois independente do que qualquer que seja o teólogo acredite, Cristo arrebatará a sua igreja em breve.
         O apótolo Paulo falava de uma forma muito clara quando se referiu ao arrebatamento em sua primeira  carta aos tessalinicences 4:13ss; ele disse:
Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com estas palavras.
Entendemos pois pela Palavra do Senhor que o arrebatamento da Igreja será precedito pela ressurreição dos que morreram com Cristo e dos que morreram esperando o Cristo, isto inclue Abraão, Noé, Adão, Moisés, Daví, e todos os servos de Deus do antigo pacto que morreram cumprindo as respectivas alianças com o Senhor.
Nesta ressurreição para o arrebatamento não estarão incluidos os que morreram em desobediencia à Palavra do Senhor, seja ela explícita ou implícita, seja pela Lei, pela Graça, ou até mesmo pela lei da conciencia todos os homens tiveram sua chance em pequena ou em grande escala de reencontrar o seu criador, os que optaram por não encontrar sofrerão tanto quanto aqueles que encontraram e dele fizeram pouco caso.
Nesta ressurreição ninguém será condenado mas todos comparecarão ante o tribunal de Cristo para ser julgados em relação ao recebimento do galardão, nesta, as nossas obras serão reputadas a madeira, feno, palha, ouro, prata e pedras preciosas, para que se possa passar pelo julgamento de Cristo, se a nossa obra passar pelo fogo, receberemos o premio, se ela se queimar não o receberemos, todavia seremos salvos e adentraremos às bodas do Cordeiro.
Fique Atento, não podemos confundir o Tribunal de Cristo, com o Grande trono Branco, falaremos a respeito do grande trono branco no capítulo13.    
O arrebatamento da igreja se dará de forma invisível ao mundo pois as pessoas desaparecerão entre um abrir e fechar de olhos (forma retórica para dizer que será de tamanha rapidez que os olhos humanos não terão tempo para contemplar).
8.1 – Correntes de Pensamento dos que acreditam no arrebatamento.
8.1.1 – Pós-tribulacionismo.  Os que seguem esta linha de pensamento acreditam que a igreja será arrebatada depois da grande tribulação, tendo como base entre outros textos, a carta de Jesus a Igreja de Esmirna, que diz que teriam uma tribulação de dez dias.
Controvercia: O problema deste pensamento é que sendo assim não existiria arrebatamento, visto que depois da grande tribulação se derá o advento do Messias, alem do mais a visão pós-tribulacionista não separa a igreja de Israel, nem a antiga da nova aliança, sendo assim a invalida a morte de Cristo, pois Israel, será salvo dos exercitos do anticristo de acordo com as promessas de Deus do antigo pacto.

8.1.2- Midi-tribulacionismo
Os que seguem esta linha de pensamento acreditam que a igreja será arrebatada durante a grande tribulação, mais especificamente no meio dela tendo como base II Ts. 2vv.
Controvercia: O problema desta linha de pensamento é de cunho histórico, pois a Bíblia se refere às bodas do Cordeiro, sendo assim as bodas que na tradição judaica duram sete dias representados aqui por sete anos só começaria no meio do tempo previsto, ou seja nos úlimos 42 meses da grande tribulação.  
8.1.3-Pré Tribulacionismo
A grande maioria dos cristãos entende que esta é a linha de pensamento mais correta, visto que no caso da pós-tribulacionista não existe possibilidade de arrebatamento e na midi-tribulacionista alem de deixar uma indagação sobre as bodas do Cordeiro ficaria evidente a todos os cristãos uma data quase que precisa para o evento, não sendo assim uma surpresa, o problema dos grandes pensadores do assunto é a dificuldade em distinguir o advento do arrebatamento, ou ainda de aceitar que a vinda de Cristo se dará em duas etapas distintas e separadas por um prazo de sete anos.
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Capítulo 9
A Grande Tribulação
Existem grandes confusões quanto a grande tribulação, alguns acreditam que ela teve início na perseguição da igreja primitiva, outros acreditam que ela nem mesmo existirá, outros acreditam que estamos vivendo a grande tribulação, mas o que a bíblia diz sobre o assunto?, como podemos compreender a realidade do evento segundo as Escrituras?
Primeiramente é nescessário acreditar que este evento existirá, e que independente dos pensamentos, o que vale é o que a bíblia diz a respeito, nenhum estudante da bíblia tem o poder de invalidar qualquer que seja o ensino fornecido por ela, portanto devemos acreditar na Palavra do Senhor.
A grande tribulação é melhor compreendida quando observamos os textos de Daniel nos Capítulos 2, 7 e 9, que falam a respeito dos grandes eventos do fim da histótia da humanidade
Capítulo 2
                No Capítulo 2 de Daniel a estátua do sonho de Nabucodonosor, se refere a história dos 4 grandes impérios do mundo; Babilonico, Medo-Persa, Grego e Romano, e os pés da estátua se referem ao 5º grande império mundial, que na realidade é o ressurgimento do 4º que é o romano, porém com um governantre cuja liderança é segundo a eficácia de Satanás (2Ts.: 2:9).
Capítulo 7
                No Capítulo 7 de Daniel, a estátua do sonho de Nabucodonosor dá lugar às visões de Daniel, a respeito de quatro grandes animais que se lavantaram representando os seguintes reinos:
Leão: Babilonia
Urso: Media e Persia
Leopardo: Grécia
Terrível e espantoso: Roma
Teve ainda nesta visão o surgimento de um pequeno chifre que surgil do quarto animal, se engrandeceu derrubando outros 3 chifres, se referindo ao anticristo e seu governo, que usurpará a terra.
Capítulo 9
Fala das setenta semanas reveladas a Daniel por Gabriel, um anjo do Senhor, as quais tinham o propósito de purificar o povo de Israel, as setenta semanas se referem a 490 anos de purificação que o povo de Israel precisava passar, as divisões destas semanas são as seguintes:
7 Semanas (49 anos): se referem ao tempo da reconstrução da cidade de Jerusalem desde o decreto do imperador persa até a conclusão da obra.
62 semanas (434 anos): desde o tempo da conclusão da obra até a morte de Jesus, o Messias.
70ª semana: (7 Anos) se refere exatamente ao tempo da grande tribulação que é chamada tambem de Dia da ruína (Dt: 32:35)  “Dia da vingança de Deus” (Is 34.8; 61.2), “Tempo da angústia de Jacó” (Jr 30.7); “Septuagésima Semana de Daniel” (Dn 9.27), “Dias de indignação, tribulação, angústia, alvoroço, assolação, trevas, escuridão, nuvens e densas trevas, trombeta e alarido” (Sf 1.15,16), “Grande aflição” (Mt 24.21), “Ira” (1Ts 1.10), “Ira do Cordeiro” (Ap 6.16,17), “A Hora do Juízo” (Ap 14.7), “Ira de Deus” (Ap 14.10,19), “Hora da tentação” (Ap 3.10), “A Tribulação” (Mt 24.29) e a “Grande Tribulação” (Ap 7.14).
Neste tempo que sucede o arrebatamento da igreja e é simultâneo às bodas do Cordeiro, acredita-se que haverá no mundo um grande colapso político e econômico que exigirá uma liderança unilateral para a resolução do problema, é ai que surje na história da humanidade um líder como nunca houve, um homem que liderará o mundo de forma aparentemente pacífica durante os primeiros três anos e meio do seu reinado, mas que depois se revelará um homem perverso, que dominará os povos com poder satanico e que matará todo aquele que não o venerar como deus, por isto, muitas pessoas se aliarão a ele com o intuito de viverem, mas na verdade, estarão fazendo uma aliança com o maior representante de satanás de todos os tempos.
A segunda besta que é o falso profeta ordenará que se construa e se adore uma imagem da 1ª besta que é o anticristo e ordenará um sinal na mão direita ou na testa para que ninguem possa comprar ou vender se não tiver a marca ou sinal da besta
Nesta ocasião, de alguma forma o anticristo reconstruirá o templo de Jerusalem e se autoentitulará o rei dos judeus o qual será aceito por eles, conforme as palavras de Jesus(Jo 5:43) mas ao colocar uma estátua eu imagem de sí mesmo no templo e exigir adoração, será rejeitado pelos judeus o que resultará em uma grande perseguição. 

Capítulo 10
O Retorno do Messias
                O Retorno do Messias, tambem conhecido como Volta de Cristo, Volta de Jesus, Advento do Messias, marcará o fim da grande tribulação, e o começo do milenio, segundo as escrituras podemos entender que este evento acontecerá no momento em que os exercitos do anticristo estiverem a ponto de extinguir a nação de Israel, pois as principais profecias das Escrituras falam a respeito de um dia glorioso, um dia de juizo, um dia de vitória, e em especial no livro do profeta Zacarias, mais precisamente nos capítulos 13 e 14, falam a respeito da grande tribulação, do retorno de Cristo e do milenio sequentemente, mostra que esta visão está correta.

10.1 – O Fim do anticristo e do falso profeta
                As Escrituras nos revelam que no retorno de Jesus a primeira ação será a prisão do anticristo e do falso profeta, eles se reunirão para batalhar contra Cristo no vale do Armagedom  (Ap 16:13-16) porem o Senhor Jesus os destruirá pelo sobro da Sua boca (2 Ts. 2.8) e os lançará vivos no lago de fogo onde serão atormentados para todo o sempre. (Ap 19:19,20 e Ap 20:10)
10.2 – A Prisão de Satanás
                Este será o segundo grande evento da volta de Cristo, satanás será aprisionado em um abismo, onde permanecerá por mil anos, enquanto isto ele planejará uma revolta contra Cristo com o objetivo de levar muita gente a perdição juntamente com ele. (Ap. 20:1-3)
10.3 – Julgamento das Nações
                Este Julgamento terá como base a posição da nação em relação a Israel por ocasião do governo do anticristo, se ela se posicionou contra haverá uma punição, caso tenha se posicionado a favor certamente haverá bençãos, porem este julgamento não envolve indivídous e sim a nação em sua forma constitucional, pois vemos que os sobreviventes delas subirão a Jerusalem para adorar a Jesus. Zc. 14: 12-21.
Capítulo 11
O Milenio
Depois de ter Jesus destruido o antcristo e o falso profeta, aprisionado satanás e julgado as nações, é hora agora de instaurar o seu reino na terra, neste momento Jesus fará de Jerusalem o seu trono e governará o mundo a partir de lá. O Milênio é criado por Deus como o teste final da humanidade caída sob as circunstâncias mais ideais, cercada por toda a capacidade de obedecer ao governo do Rei, e que as fontes externas de tentação também serão retiradas. Será a última oportunidade para a humanidade de se manter fiel ao Senhor.

11.1 - Características gerais do Milenio.
Período de paz em toda a Terra: (Is 2.4);
Restauração final de Israel: (Jr 31.31-34);
Será um reino de justiça e retidão universais: (Jr 23.5);
Será um tempo de alegria e felicidade: (Is 35.10);
Haverá grande prosperidade material: (Zc 8.12);
Os animais selvagens perderão a ferocidade: (Is 65.25).
Haverá Pecado: (Is. 65.20)
Haverá Longevidade: (Is 65.22)
11.2 - Quem participará do Milênio
* Os crentes arrebatados em corpo glorioso sem sofrer alterações do tempo. (Ap 19:14)
* Os Crentes mortos na grande tribulação, que irão ressuscitar para o reino com Cristo. (Ap 20: 4-6)
* Os Sobreviventes da batalha do Armagedom (Zc 14:16)


Capítulo 12
A soltura revolta e o fim de Satanás
                Passado o Milênio, Satanás será solto da sua prisão (Ap 20:7,8) ele sairá e enganará as nações sobre os quatro cantos da terra, não se sabe quanto tempo ele demorará para seduzir um grande número de pessoas contra Cristo, mas o que se sabe é que ele enganará a muitos e os congregará em campo para pelejarem contra o Senhor, certamente ele se utilizará de um homem para que lidere seus exércitos, mas Deus os destruirá pelo fogo, e lançará Satanás no lago que arde com fogo e enxofre que é o destino final de Satanás e de todos os ímpios.

Capítulo 13
O Juízo Final
Em apocalipse 20:4 nós vemos que os santos da grande tribulação ressuscitaram para reinar com Cristo, mas no versículo 5 diz que os outros não ressurgiram até o final do milênio, estes “outros” abrangem todos os ímpios desde o tempo de Adão até o confronto final de Deus e Satanás depois da soltura do adversário após o milênio; eles ressurgirão para ser julgados, no grande trono branco, e condenados ao lago de fogo, que é a segunda morte, neste dia serão lançados no lago de fogo os ímpios, a morte e o inferno.
*Alguns acreditam que neste julgamento não haverá salvação, porem tem algumas coisas a se observar:
1- Será que de fato neste julgamento estarão apenas os injustos ou estarão também aqueles que permaneceram fiéis ao Senhor, e morreram em boa idade, durante o milênio?
2- Será que não estarão presentes os vivos que não aderiram à rebelião de Satanás?
3- Porque será que no versículo 15 diz que “aquele” que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo?
Se fizermos uma análise com base nestas indagações vamos entender que por mínima que seja, haverá sim salvação ou continuidade da Salvação no Juízo Final.  
Capítulo 14
A Nova Jerusalém

No Capítulo 21 de Apocalipse, vemos a descrição de um novo céu e uma nova terra, entende-se que Deus fará uma renovação da terra ou criará uma terra totalmente nova, o fato é que esta nova terra não mais precisará de lua, de sol ou mesmo de mares, pois a Luz radiosa de Cristo e de Deus estará nela perpetuamente, entende-se que quando a Nova Jerusalém descer do céu e se estabelecer entre os céus e a terra, todos os salvos em Cristo já estarão em estado de glória eterna, e Cristo entregará o reino a Deus O Pai (1Cor. 15:28)

Capítulo 15
A Culminância
Depois de Cristo ter entregado o Reino ao Pai, o próprio Deus Criará um Estado eterno no qual não haverá mais morte nem pranto nem clamor nem dor, pois todas as coisas são passadas, (Ap 22: 1-5)
Haverá então paz para todo o sempre; Amém! e Deus estará em nosso meio e nós seremos o Seu povo e o mesmo Deus será o nosso Deus. Amém.

Maranata, Vem Senhor Jesus

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os Dízimos e a Igreja

Tem sido ao longo dos séculos uma grande dúvida em todas as igrejas do Senhor a questão dos dízimos, muitos dizem que foram instituídos por Moisés, outros dizem que são restritos aos israelitas, outros afirmam que a igreja tem por obrigação dar os dízimos venho através deste blog que tem como objetivo esclarecer, ou pelo menos trazer uma visão diferenciada de determinados assuntos, expor o meu pensamento a respeito do dízimo.


A primeira vez que a palavra dízimo aparece na bíblia é em Gênesis 14:20, que é parte da história de Abrão quando este volta vitorioso da batalha contra os opressores de Sodoma que haviam sequestrado o seu sobrinho Ló, quando veio Melquizedeque [Melk-tzedak] que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e abençoou a Abrão, o qual lhe deu o dízimo de tudo.


A Segunda vez vem com Jacó que após sonhar com a escada que saía da terra e tocava os céus, sonho no qual teve a promessa de prosperidade fez um voto dizendo que de tudo daria o dízimo Gn. 28:22

Depois disto os dízimos aparecem na Bíblia como ordenança divina aos filhos de Israel, e tinham como objetivo sustentar os descendentes de Leví que trabalhavam no tabernáculo e posteriormente tinham funções distribuídas no Templo. os levitas não tinham uma herança territorial, mas tiveram cidades espalhadas por todo o território de Israel,

Até mesmo os levitas davam dízimos, a saber os dízimos dos dízimos para não profanarem as ofertas do Senhor, estes dízimos dos dízimos eram destinados ao sumo sacerdote. Nm. 18:26-32

Houve um tempo pós-exílico que os filhos de Israel deixaram de contribuir com os dízimos, e assim os levitas passaram a padecer necessidades, por isso o Senhor através do profeta Malaquias os advertiu contra esta atitude e os chamou de roubadores, Ml. 3:8

Os dízimos passaram a ser uma obrigação nacional, independente da comunhão com o Senhor, os escribas e os farizeus se vangloriavam de serem dizimistas, e por isto o Senhor Jesus citou os dízimos por duas vezes no novo testamento, e quando falou deste assunto criticou-os por tratarem dos dízimos como uma mera obrigação religiosa. esquecendo da justiça de Deus Mt. 23:23 / Lc. 11:42 / Lc. 18:12.

Depois disto só se fala em dízimo na carta ao Hebreus, se referindo aos dízimos dados por Abrão a Melquizedeque.

Que significa isto, é errado dar dízimos? não temos direito de dá-los? ou temos obrigação?


Não existe nenhum texto bíblico que obrigue a igreja dar dízimos, mas também não tem nenhum que a proíba, sendo assim abre-se um espaço para se discutir o assunto. o Cristão pode dar Dízimos? sim. Ele é obrigado? depende da situação, a partir do momento que eu faço um voto ao Senhor eu tenho o dever de cumprir, Ec. 5:4.

Em que os dízimos são importantes para a Igreja?

Ora todo cristão pode fazer este voto ao Senhor, e de determinada forma o faz a partir do momento em que concorda em participar de uma organização na qual tem como ordenança eclesiástica, o pagamento dos dízimos, sabemos porém que não existe (e se existe não tem um amplo conhecimento) daqueles que se batizam em determinadas denominações a respeito dos dízimos.

Portanto os dízimos não são uma obrigação para os cristãos mas podem se tornar um grande privilégio pois os que são dizimistas estão cooperando para o crescimento, expansão e manutenção do Reino de Deus, visto que estes não estão sob o domínio da Lei, mas sob a Graça de Deus.

Façamos pois votos ao Senhor de darmos os dízimos de toda a nossa renda e a partir daí poderemos ver o crescimento do Reino de Deus, não considerando os dízimos como algo obrigatório mas como uma forma de agradecer a Deus por tanta benção recebida.
  

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Jovens, sois fortes

         O apóstolo João disse estas palavras com muita precisão, ele sabia exatamente o que estava dizendo, "jovens, sois fortes" é uma afirmativa inegável, não se pode dizer que João está errado, pois ele sabia quem era o seu público alvo.

         Muitos se apegam a este texto para fazer diversos sermões, em especial nas igrejas pentecostais e neo-pentecostais onde tem-se como público alvo os jovens, a visão está correta, pois em nosso país é muito difícil, um jovem não cristão em especial aqueles que vivem nas periferias das grandes cidades, alcançar a maior idade, pois o assédio da mídia televisiva, e da vivencia cotidiana os impulsiona para uma vida de pecados onde envolve o uso de drogas, orgias, marginalidade, e tudo aquilo que acelera o processo do fim da vida.

        A missão da igreja entretanto, não se resume a trazer os jovens para o templo tirando-o da vida de pecados, envolve fazer dele um discípulo de Cristo, foi exatamente o que Cristo falou, "ide, fazei discípulos de todas as nações"

O que é fazer discípulo?

A continuidade do texto diz: "batizando-os em nomo do Pai e do Filho e do espírito Santo, ensinando-os a guardar[obedecer] todas as coisas que eu vos tenho mandado".

Portanto o fazer discípulos está longe da nossa realidade atual, visto que nos nossos dias o que mais vemos, são pastores fazendo discípulos para si, não é raro ouvirmos a frase "fulano é discípulo de ciclano", e ainda outros criando uma igreja para si, ensinando aquilo que querem sem nenhum compromisso com a Verdade bíblica, e muito menos co AquEle que a inspirou.


Minha Preocupação

A igreja de Cristo Vive em esperança, a esperança de que Ele volte logo, mas e se Ele demorar mais uns 20 ou 30 anos, não nos esqueçamos de que os jovens que hoje estão sendo formados, serão os líderes neste tempo, qual será a qualidade do povo dito evangélico, o que fazemos hoje, contribuirá diretamente para o futuro da igreja.

Conclusão 
Jovens sois fortes, mas apenas aqueles em cuja vida a Palavra de Deus habita, com efeito estes já venceram o Malígno.



  
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